Reconstruindo sonhos – Belo Horizonte – 2015

Nesta performance as mulheres caminharam pela cidade, vestidas de noiva e levando luvas brancas transparentes nas mãos, que simbolizavam a própria pele.
Em uma praça da cidade, em círculo, elas se sentaram no chão e, com uma agulha e linha preta, bordaram as luvas transparentes, copiando as linhas de suas mãos. Neste momento, elas recordavam todo sofrimento vivido. Como se cada ponto negro do bordado fosse uma lembrança e, de alguma maneira, uma transformação neste sentimento.
Ao tirarem as luvas bordadas, elas sentiam, de forma simbólica, como se tivessem descascado a própria pele – retirado a pele velha, para renascer uma nova.

No final da performance, em uma praça pública  elas penduraram em um varal, as luvas, os restos das peles bordadas.

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